Pesquisar este blog

Carregando...

10.1.12

A presença da Ausência

E o nó na garganta não desaperta
Ele é o nó da sua gravata
A gravata que você nunca usou
Eu não vou usar o nó também...
Ainda bem que não tivemos tantos momentos...
Isso faz com que a lembrança de todos eles esteja viva.
Mesmo as ruins...
Mas que família não tem más lembranças não é?
Que família?
Que pai?
O mendigo rastafari que abracei uma vez disse que poderia ser meu pai se eu quisesse...
E agora você disse não.
Quase trinta anos depois você resolveu negar a paternidade.
Dizer que nós não tivemos história.
Sangue não é nada.
Eu deveria te odiar, mas deve haver alguma coisa biológica que me obriga amar você.

Tem alguma coisa na minha voz que me lembra a sua...Cantando.

São os genes dando o recado, eu vou sentir sua falta sempre.

7.1.12

Convite AO MEU NOVO BLOG


"...Uma atriz nunca usa máscara. São dela os rostos que você vê.
Como a água que você bebe, que não era sua antes de você botar pra dentro,
não eram dela as faces antes de ela vesti-las.

Acham uma existência só muito pouco. E aí vivem muitas. E aí, insaciáveis, vivem as nossas, para que possamos nos olhar quando as vemos no palco.

E querem ser amadas! Essa gente representa para ter atenção. Só pedem isso: atenção. Mas colega, aqui entre nós, quem não quer atenção?
Não é isso que difere os atores de nós. É a capacidade deles de reconhecer dentro deles o santo e o monstro.
E expurgar o monstro em cena, para que nós nos livremos dele.

Que ninguém diga que uma atriz não tem personalidade! Claro que tem, colega. É apenas múltipla, como o Rio de Janeiro, que tem mil cidades dentro.
Múltipla, como todo ser humano é.

Atores não mentem. Nós é que mentimos quando fingimos ser uma coisa só. Não ser atriz é passar a vida mentindo. Atuar é assumir, de verdade, mil faces,
duas mil mudanças, três milhões de sentimentos.

São muito acompanhados e solitários, esses seres do palco. Acompanhados, pois andam em bando como alguns pássaros.
E solitários porque às vezes não conseguem se ver no palco, pois não suportam estar na platéia.

Se eles representam a todos nós, colega, quem os representará? É preciso amar essa gente. Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo, fingindo descansar,
inventou atores e atrizes, para que ele mesmo entendesse o que havia criado."


Apareçam no meu canto onde vou contar tudo o que fizer da carreira esse ano...

4.1.12

De volta pra casa



É como se eu quisesse me transformar em música.
Sair da boca, entrar no coração.
Fazer parte das pessoas e vibrar eternamente pelo universo...


2012 em busca da eternidade...


Será que ainda tem alguém aí?
Voltando a postar nesse blog...

8.8.11

Ego?

As vezes acho que só eu me vejo como sou...
As vezes acho que meu coração flutua dentro de um peito transparente...
E ainda assim, as vezes acho que não enxergam meu coração...
As vezes acho que devo ser perfeita ...
Por que as vezes tenho a sensação de que procuram em mim alguém que não sou...
E quando eu acho que isso é coisa da minha cabeça,
Vem alguém e me exige a tal perfeição...
Não quero ser bonita,
Não quero ser boa,
Não quero ser inteligente,
Não quero ser tolerante,
Não quero ser compreensiva...
Acordar todos os dias e partir pra vida pode ser complicado pra burro!

Quero falar das coisas surpreendentes que sinto.
Quero sentir as coisas estranhas que sinto.
Quero me incomodar comigo sem ter que dividir tanto.
Quero as verdades que me tocam a face e que me fazem apertar os olhos,
Quero ser dramática e não quero ouvir que faço tempestade em copo de água...
Porque eu faço...
Apesar de ser quase sempre um céu azul...

22.4.11

Sobre a facilidade de nós

Compreendo que em mim
Nada é tão fácil
Agir, pensar, sofrer
Mesmo sofrer
Em mim
Não é fácil
Tendência caótica
De dramatizar
Até a comédia americana mais boba

é, sou assim
Uma eterna tragédia grega….

Compreendo

Mas também acho
Que não sou piegas
Ou sem auto-estima
Não me faço
De coitadinha
Só gosto mesmo da
Tragédia pela tragédia
O grande barato
Da dramatização

Afinal de contas
Assim difícil
É que me torno fácil
Desmoronada
E que me torno inteira

Portanto compreendo
Que nada em mim é fácil

Sou a contradição

E sendo fora de mão
sou sempre tua por inteiro
mesmo que não me compreenda
mesmo que não me atenda
porque eu sei
que se não sou fácil
você é mais difícil
e juntas
somos insuportáveis
insuportavelmente
apaixonadas

e isso
meu bem
isso,
ahhhhh, isso é que não é nada, mais nada mesmo
fácil…...

12.3.11

O fantasma dos poemas não acabados

Tenho lido bastante ultimamente, estou tentando bater a meta dos 50 livros por ano.
Mas o assunto dessa prosa aqui não é esse, o que quero dizer é que tenho lido bastante e até me lido bastante,descobri que estou sendo assombrada por um fantasma,uma coisa que persegue não só a mim, mas também meus amiguinhos, meus colegas de profissão, aquela profissão que você gostaria de ter e não tem.
Ser poeta!
Assim como eu, muitos de meus amigos gostam de escrever e tem gente que gosta do que eles escrevem, não estou aqui elogiando nem a mim e nem a eles, essas linhas aqui não se tratam disso, só quero dizer que tem gente que leria SE nós escrevessemos. Acontece que tem sempre uma coisa ou outra, pode ser poema, prosa, poesia, conto sei lá... sempre tem uma coisa inacabada que não deixa o escritor terminar a outra.
Tenho peças, livros, contos pela metade ou menos.
É eles me perseguem e eu não posso mostrar a ninguém, não tá pronto ainda!
Mas o escrito é vaidoso, ele quer se mostrar é só pra isso que ele vive, ele quer que o leiam, uma "pessoazinha" se quer, mas não tá pronto!
Daí ele começa a perturbar a cabeça, fica naquele mantra interminável: "Me escreve, me escreve", mas já era aquela inspiração já passou, você não é mais aquele autor, o momento de escrever passou, não adianta continuar aquele livro adolescente que se confundia com a sua vida, a adolescencia já passou e você não a registrou, agora já se esqueceu...Azar o seu! Perdeu,perdeu! Podia ter publicado e tudo aquele livro...Mas agora vai ficar horrível...meu Deus eu não sei mais escrever assim!
E aí perdidos nas linhas, nos títulos sem textos, nos textos que "Só faltam o título" nós vamos nos perdendo e perdendo obras geniais! "Caios Fernandos Abreus" e "Martas Medeiros" vão se perdendo no caminho do "eu não terminei ainda" e nós nunca o leremos.
Vou postar aqui algo inacabado e pretendo acabar com a ditadura do fim, afinal que nos obriga a dar sentido as coisas? Porque tudo tem que ter começo, meio o fim!
Quero dar um fim no fim! de hoje em diante não quero mais saber de fim e FIM DE PAPO!


*************************************************************************************



Época de Araruama

Época de felicidade
Época de praia
Época de sol
Época de amigos
Época de parquinhos
Época de laguinhos
Época de cachorros
Época de churrasco
Época de aniversário
Época de família
Época de ducha
Época de jogos
Época de brincadeira
Época de carros e motos
Época de camas fofinhas


P.S. escrevi isso aos sete anos de idade, papel amarelado e letra horrorosa, queria ter podido terminar...

17.2.11

Em branco

A tela em branco me olha.
E eu olho pra ela.
Saudade de ser quem eu era.
Quem eu era?
Só preciso (re) descobrir meu eu.
Cansei de esperar a tela em branco se escrever.
O meu destino é meu e vou tomar posse dele.
De hoje em diante eu não leio mais a tela.
A tela vai me ler.

7.12.10

Feliz aniversário...

No dia 4 de dezembro de 89 eu provavelmente estava perguntando a minha mãe se ela me daria finalmente uma bicicleta.
Essa era uma das minhas maiores preocupações na vida daquela época.
Provavelmente de manhã a minha tia estava me dando café da manhã...em dezembro eu só tinha aula a tarde...
Eu nem sabia, mas uma coisa muito importante na minha vida aconteceu nesse dia, meu destino estava mudando e eu nem sabia...
Não sabia que dezenove anos depois eu estaria dando uma importância tão grande pra o bem estar de alguém que conhecia a pouco.
Eu não fazia ideia, mas depois de vinte anos desse dia eu estaria aqui tentando fazer de tudo pra que uma criança que nasceu nesse dia se sentisse amada, respeitada e feliz.
Eu não sabia que vinte e um anos depois eu ainda estaria mostrando meu amor por essa criança...
Minha vida mudou no dia 4 de dezembro de 89 e eu nem fazia ideia...

11.11.10

Music and me 1

A música é mágica, eu sei tenho cada dia mais certeza disso, mas será que essa mágica é capaz de reconfortar-me como eu imagino que sim?
Preciso tentar,mas minhas mãos e dedos doem, minha garganta dói, e meu peito também...
Acho que nem a música tá conseguindo ultrapassar a dor...

24.7.10

MONOTONIA AQUI ME TENS DE REGRESSO

E eu que pensei que não voltaria a ela tão cedo...
Olho o mar...
Olho a conta bancária...
Olho a minha cama...
tudo igual, tudo monótono...
Ainda bem que é só hoje...

Seguidores

Follow by Email

Selinhos

Selinhos

Quem já passou

 
2011 Template Gorjuss Slide / Elke di Barros / Templates e Acessórios