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10.1.12

A presença da Ausência

E o nó na garganta não desaperta
Ele é o nó da sua gravata
A gravata que você nunca usou
Eu não vou usar o nó também...
Ainda bem que não tivemos tantos momentos...
Isso faz com que a lembrança de todos eles esteja viva.
Mesmo as ruins...
Mas que família não tem más lembranças não é?
Que família?
Que pai?
O mendigo rastafari que abracei uma vez disse que poderia ser meu pai se eu quisesse...
E agora você disse não.
Quase trinta anos depois você resolveu negar a paternidade.
Dizer que nós não tivemos história.
Sangue não é nada.
Eu deveria te odiar, mas deve haver alguma coisa biológica que me obriga amar você.

Tem alguma coisa na minha voz que me lembra a sua...Cantando.

São os genes dando o recado, eu vou sentir sua falta sempre.

2 comentários:

Pitty que Pariu disse...

A ausência é presente sempre, e o poema endossa.

wendedel disse...

que bom que gostaste do texto lá no meu blog. brigado pela audiência hehehe

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